Bepay - Poder dos Consumidores

Qual é o poder dos consumidores sobre o mercado financeiro?

24 de setembro de 2018 | Por Bepay

Entenda qual é a real influência dos consumidores no destino das instituições bancárias tradicionais e como as Fintechs estão crescendo com essa situação

“Existe apenas um chefe, o cliente. E ele pode demitir todos na empresa, desde o presidente, simplesmente gastando o dinheiro em outro lugar”, Sam Walton – fundador da maior rede de varejo do mundo, a Wal-Mart, e patriarca da família mais rica do mundo.

O pensamento de Walton é uma vertente que caracteriza bem a mudança no comportamento do consumidor, do consumo inteligente e das novas tecnologias emergentes no mercado financeiro, que estão em constante variação, além de mostrar o real poder do consumidor em relação a qualquer negócio.

É verdade que seria muito pretensioso dizer que modelos de negócios consolidados há tantos anos, espalhados pelo globo, poderiam simplesmente ir à falência. Porém, há fatores que podem levar grandes marcas a serem desbancadas em um mercado financeiro tão competitivo, vide o atual cenário econômico do nosso país e as projeções de crescimento para os próximos anos.

Fatores de vantagem para corporações tradicionais do mercado financeiro

Mais do que uma divisão ideológica, a separação das pessoas entre investidores precavidos e audaciosos é bem clara – incluído todos os tipos de investimentos, como poupança, por exemplo – e o setor bancários cria suas estratégias empresariais de acordo com esses perfis.

Quando pensamos em fazer transferências ou mesmo pagar as contas de forma digital, já podemos imaginar que essas facilidades podem brilhar os olhos dos mais jovens, contudo, o público-alvo das grandes instituições são os adultos com mais de 30 anos – reais detentores do dinheiro mundial, como observamos com o Sam -, onde conservar é fundamental.

Do ponto de vista desse consumidor tradicional, seja uma pessoa física ou jurídica, a experiência do atendimento pessoal por um atendente ou seu gerente de conta no ambiente físico, ou a política de compliance e a presença internacional consolidada, ainda são fatores decisivos na atribuição de credibilidade e preferência por determinadas marcas do mercado financeiro.

Não são apenas as instituições bancárias que “pensam de maneira tradicional”, mas seus clientes mais fiéis também. Assim como os antigos bancos e as recentes Fintechs, que estão em diferentes fases do ciclo tecnológico-financeiro, quem procura as soluções tradicionais também possuem desejos, valores e necessidades distintas.

Fintechs liderando uma nova geração de consumidores

Segundo o levantamento da revista Banker, as entidades bancárias mundiais movimentaram cerca de 920 bilhões de dólares, em 2013. E foi por meio da observação de possíveis oportunidades de negócio, dentro deste mercado bilionário, que novos empreendimentos começaram a surgir nos últimos anos, daí o aparecimento das Fintechs.

Outro motivo que contribuiu para esses novos modelos foram as quebras de paradigmas nos diversos segmentos, causa e efeito das modernas revoluções sociais, que fizeram o termo “disrupção”, por exemplo, ser o novo lema da juventude.

E tanto as Fintechs brasileiras, quanto as internacionais, possuem uma proposta de valor com o viés da inovação, personalização e do digital. Essas empresas conquistam a população mais jovem devido a oferta de mais atenção para causas sociais, ter processos mais simples, taxas administrativas menores e a proposta de entregar serviços financeiros de novas maneiras.

Para os bancos, que em geral possuem uma imagem negativa pela burocratização, altas taxações, escândalos políticos e outros aspectos que estão na percepção dos consumidores mais jovens; o problema não está em competir com o crescimento das mais de 300 Fintechs no Brasil – muitas delas com faturamento anual de mais de um milhão de reais -, mas em mostrar que mesmo instituições tradicionais podem estar integradas às novas tendências.

Mesmo que exista competição direta ou indireta em determinadas soluções, se for levado em consideração o cerne do propósito de uma fintech – que é encontrar novas soluções para problemas antigos -, podemos dizer que essas iniciativas vieram para preencher lacunas ainda pouco, ou quase nada, exploradas pelo tradicional mercado financeiro.

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